"Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre".(Paulo Freire)

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Esperança para a Síndrome de Down?

O experimento foi realizado em cultura de células-tronco, informa a revista "Nature". Tal método pode ajudar pesquisa de formas de tratamento para sintomas.

A pesquisa foi publicada na revista Nature, no dia 17 de julho. Cientistas afirmam ter encontrado uma maneira de "silenciar" o cromossomo que provoca a Síndrome de Down.

Jeanne Lawrence e seus colegas da Escola Médica da Universidade de Massachusetts inseriram no cromossomo extra das células a cópia de um gene conhecido co XIST, normalmente responsável por "silenciar" (ou desligar) uma cópia do cromossomo X nas mulheres. O efeito foi o mesmo: o XIST desativou os genes do cromossomo 21 extra, fazendo com que as células funcionassem geneticamente como normais.

O procedimento foi feito numa  cultura de células-tronco de pluripotência induzida (iPS), derivadas de um paciente com Síndrome de Down. O experimento foi in vitro, e não em pessoa e não há perspectiva de que ela possa produzir uma "cura" para a síndrome.

O XIST "encobriu" o terceiro exemplar do cromossomo 21, cuja existência origina a Síndrome de Down, fazendo com que seus genes deixassem de atuar.
Cariótipo de uma mulher normal.(Observe:  dois cromossomos 21)

Ao comparar células com e sem o cromossomo "silenciado", os autores da pesquisa observaram que o XIST ajudou a corrigir padrões incomuns de crescimento e diferenciação observados nas células que têm Down.

Cariótipo de uma mulher com Síndrome de Down.(Observe; três cromossomos 21)

Este método pode ajudar a definir as mudanças moleculares envolvidas na síndrome. A pesquisa se baseou em um fenômeno que ocorre naturalmente: durante o desenvolvimento do bebê, O XIST "desliga um dos dois cromossomos X presentes em embriões femininos, garantindo que as meninas não tenham uma "dose dupla" da ação desses cromossomos.

A contribuição mais certa e imediata da técnica, segundo os especialistas, será como ferramenta de pesquisa, para o entendimento dos mecanismos genéticos e biológicos, por trás da síndrome de Down e outra alterações cromossômicas (como a trissomia dos cromossomos 13 e 18, que são letais nos primeiros anos de vida). Algo que, por sua vez, poderá servir par ao desenvolvimento de novas drogas e terapias.

"Os efeitos da trissomia do cromossomo 21 na síndrome de Down já ocorre desde o início do desenvolvimento embrionário; não há como reverter isso", afirma Maria Isabel Melaragno , da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo ela, porém, é factível pensar em terapias capazes de aliviar alguns dos efeitos adversos da síndrome, como doenças hematológicas e neurológicas, que com frequência afeta os pacientes.


domingo, 21 de abril de 2013

Massa magnética - super interessante.


A massa de modelar magnética funciona como uma massa de modelar comum. A diferença é que ela tem milhares de minúsculos imãs que se alinham e se movimentam na direção de um campo magnético, quando este está presente. O movimento é lento e varia conforme o volume e o peso do material em questão. A massa encobre os objetos por completo, ocupando o máximo possível de suas superfícies magnéticas.

Como qualquer outra massa, pode ser esticada, moldada e rasgada. No entanto, quando está na presença de um campo magnético ela apresenta propriedades interessantes.

A equipe da produtora de efeitos visuais Shanks FX, publicou um vídeo mostrando um pouco do processo de criação do filme experimental “Sci-Fly”, no qual utiliza massa de modelar magnética para produzir incríveis imagens em movimento.

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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Você conhece esse "bichinho"?


Os tardígrados são animais do grupo artrópodes aracnídeos, possuem oito patas, cada pata possui de quatro a oito pequenas garras e seu corpo varia de 0,05 a 1,25 mm.
São encontrados em todo o planeta: no fundo de oceanos, no Ártico e na Antártica, no Himalaia e entre musgos e líquens.


Esse animal tem o corpo coberto de quitina e não possui sistema circulatório e nem aparelho respiratório, as trocas gasosas são feitas em qualquer parte do copo. A maioria se alimenta sugando o conteúdo celular de bactérias ou de algas. Pode viver até os 120 anos, um recorde para um animal tão pequeno.














Os tardígrados suportam ambientes extremamente inóspitos. Em setembro de 2007, a Agência  Espacial Européia realizou uma pesquisa utilizando esses animais, colocando-os em uma cápsula espacial, a Foton-M3, e enviou ao espaço. Os bichinhos não só sobreviveram aos raios cósmicos, radiação ultravioleta e falta de oxigênio, como ainda foram capazes de se reproduzirem num ambiente tão inóspito. Suportam altíssima pressão, altas temperaturas e solventes como o álcool etílico ou éter não afetam esses “bichinhos”.

Se os seres humanos forem expostos a 100 grays (Gy) de radiação, ocorre a morte devido à falência do sistema nervoso central em cerca de um ou dois dias após a exposição. Já os “imortais” tardígrados suportam cerca de 5.700 grays de radiação



Os tardígrados são realmente especiais. Algumas universidades americanas fizeram pesquisas com esses animais, congelando-os  à temperatura de  - 271ºC (271ºC negativos). Depois os “reanimaram”, descongelando-os apenas com  água . Os tardígrados, realmente, provaram que são completamente diferentes de todo o tipo de vida conhecida no nosso planeta.