"Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre".(Paulo Freire)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Pesquisadores identificam como pesticidas podem aumentar o risco de Parkinson


Uma nova pesquisa publicada na revista Neurology mostra como pesticidas pode aumentar o risco da doença de Parkinson e as pessoas com determinadas variantes genéticas podem ser mais suscetíveis à doença. Especificamente, revela que certos pesticidas que inibem uma enzima chamada aldeído desidrogenase (ALDH), estão associados com um risco aumentado de doença.

   A enzima desempenha um papel na desintoxicação de substâncias nas células juntamente com o metabolismo do álcool. O estudo também descobriu que as pessoas com uma variante do gene ALDH2 eram duas a cinco vezes mais propensas a desenvolver a doença de Parkinson com a exposição a esses pesticidas do que aqueles que não têm esta variante genética.

Estes resultados mostram que a inibição da ALDH parece ser um mecanismo importante através do qual os pesticidas podem contribuir para o desenvolvimento da doença de Parkinson ", diz estudo autor Jeff M. Bronstein, David Geffen School of Medicine da UCLA e do Centro Médico de Assuntos de Veteranos, em Los Angeles, Estados Unidos. Também um membro da Academia Americana de Neurologia entende que este achado pode revelar várias prevenções potenciais na progressão da doença ou na sua  redução.
  
O estudo envolveu 360 pessoas com doença de Parkinson em três condados rurais da Califórnia foram comparados com 816 pessoas na área que não têm a doença. Os pesquisadores analisaram a exposição dos participantes a pesticidas no trabalho e em casa, utilizando um modelo de computador baseado em informações geográficas do Departamento de pesticidas regulamento Califórnia.
   Os cientistas desenvolveram um teste para identificar quais pesticidas inibem o ALDH. Os 11 agrotóxicos que inibem ALDH, todos utilizados na agricultura, se concentram em quatro classes: ditiocarbamatos, imidazóis e dicarboximidos organoclorados.

A exposição a um pesticida que inibe a ALDH, tanto no local de trabalho e em casa, foi associada a um risco aumentado de desenvolver a doença de Parkinson, que varia de 65% para o benomil, pesticida até seis vezes o risco de dieldrin. indivíduos que foram expostos a três ou mais agrotóxicos no trabalho e em casa eram 3,5 vezes mais propensos a desenvolver Parkinson do que aqueles que não foram expostos.

   Bronstein notou que a relação entre a variação do gene e de Parkinson só apareceu quando as pessoas foram expostos aos pesticidas. "Em outras palavras, ter essa variante genética por si só não faz de você mais propensos a desenvolver Parkinson, diz ele. Parkinson é uma doença que, em muitos casos pode exigir tanto os fatores genéticos e ambientais.”

   Bronstein acredita que os resultados deste estudo fornecem vários alvos potenciais para a redução do risco de Parkinson, incluindo a redução da exposição aos pesticidas e melhorar o funcionamento da ALDH. 

Observação: O mal de Parkinson foi descrita pela primeira vez por James Parkinson em 1817, é caracterizada por uma doença progressiva do movimento devido à disfunção dos neurônios secretores de dopamina, que controlam e ajustam a transmissão dos comandos conscientes vindos do córtex cerebral para os músculos do corpo. Outras estruturas produtoras de serotonina, noradrenalina e acetilcolina estão envolvida na gênese da doença.

Fonte: www.ecoagricultor.com

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Sonda européia pousará em um cometa

Os cometas são considerados os blocos de construção primitivos, e provavelmente ajudou a "semente" da Terra com água e, talvez, até mesmo a vida. Ao estudar a natureza do gás e poeira do cometa, a nave espacial Roseta, da Agencia Espacial Européia (ESA) irá ajudar os cientistas a aprender mais sobre o papel dos cometas na evolução do Sistema Solar.
Concepção artística: Roseta em órbita do cometa.

 Roseta irá explorar o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko descoberto em 1969 por Konstantin Churyumov, da Universidade de Kiev, na Ucrânia e seu colega S. Gerasimenko, do Instituto de astrofísica do  Tadjiquistão.

Desde o seu lançamento na base espacial em Kourou, na Guiana Francesa, em 2 de março de 2004, Roseta tem viajado a uma distância de cerca de 800 milhões de quilômetros do Sol e perto da órbita de Júpiter, passando pela Terra três vezes e por Marte uma vez. A sonda está agora se aproximando de seu destino, o enigmático cometa 67P, onde chegará em gosto de 2014, e se tonará a primeira nave espacial a orbitar o núcleo de um cometa e, no final do ano, a primeira a pousar uma sonda - Philae - na superfície de um cometa.
Concepção artística: Roseta, Philae e cometa.

Após liberada a sonda Philae, a nave Roseta passará dois anos orbitando o cometa, para pode receber os dados enviados de sua superfície. A missão só termina em dezembro de 2015, após a nave passar novamente próximo à Terra e ter completados 4 mil dias no espaço.







Veja no vídeo as manobras que ocorrerão antes da nave entrar em órbita do cometa:



Fonte: www.esa.int

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

A China na Lua

    A China tornou-se o o terceiro país, além dos EUA e da ex- União Soviética, a enviar e pousar um veículo espacial na Lua.

O jipe-robô Yutu
    A sonda chinesa Chang E3, lançada da base aérea de Xichangem em 2 de dezembro, pousou no dia 14 na cratera lunar Sinus Iridium. Logo em seguida a Chang E3 baixou o jipe-robô Yutu até o solo através de uma plataforma móvel.

  Chang E3 é um módulo de pouso lunar de 1200 kg, alimentado por um reator nuclear tipo "gerador termoelétrico de radioisótopos", com autonomia de 1 ano. No topo, o módulo levou o principal objeto da missão, o robô Yutu de 100 quilos, alimentado por painéis solares e equipados com câmeras de alta resolução e um espectrômetro de raios-x, além de outros instrumentos. Esta missão deverá durar três meses.

Local de pouso na cratera lunar
  Além da exploração sobre rodas, Chang E3 fará observações astronômicas com o pequeno telescópio que ela carrega.

 Outro experimento será a observação da ionosfera terrestre no comprimento de 30,4 nanômetros, na região do ultravioleta. O objetivo será monitorar os efeitos do clima espacial, atividade solar, campo magnético terrestre e choque de partículas carregadas contra a ionosfera terrestre.

  O jipe fará, ainda, observação do solo lunar a uma profundidade superior a 30 metros com o seu radar de última geração






Fontes: http://www.cnsa.gov.cn
               http://english.cntv.cn/01/index.shtml

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Brasil - Maior consumidor de agrotóxicos do mundo

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo e por isso devemos discutir formas de reduzir os impactos negativos ao meio ambiente e à saúde humana decorrentes do uso excessivo de defensivos e pesticidas.

Uma pesquisa divulgada recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontou que 36% das amostras de frutas e verduras analisadas em 2011 continham irregularidades na presença de agrotóxicos, contra 29% das amostras analisadas em 2012. A utilização dessas substâncias químicas em grande quantidade, além de prejudicar a saúde humana, é capaz de causar desequilíbrios ambientais com impactos sobre a produção de alimentos.

No ano passado, o Departamento de Agricultura dos EUA identificou que os agrotóxicos estariam por trás da Síndrome do Colapso das Abelhas, nome dado ao aumento crescente da taxa de mortalidade entre esses insetos em diversas regiões do mundos.(Veja postagem anterior).

Algumas espécies de abelhas dão fundamentais para a produtividade agrícola, pois contribuem com a polinização. O governo norte-americano calcula que nos últimos seis anos o agronegócio local perdeu 2 bilhões de dólares decorrentes do desaparecimento de, pelo menos, 10 milhões de colmeias.

O Brasil também vem sofrendo o 'fenômeno'. Nos últimos dois anos, o país caiu da 5ª para a 10ª colocação mundial de exportação de mel por conta do abandono inexplicável de colmeias. Em 2011, o desaparecimento de abelhas chegou a quase 100% em algumas regiões de Santa Catarina, segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão de Santa Catarina.


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Salvemos as abelhas

Sem as abelhas não haveria alimentos suficientes para abastecer a necessidade atual e crescente da humanidade. Na natureza, a polinização é feita por diversos insetos e animais, mas é a abelha quem melhor contribui para que isso seja feito em grande escala.

Culturas como a da maçã, pera, laranja, melão, melancia, café, castanha, abacate, morango, mitilo, pepino, algodão, soja, pêssego, abóbora, cebola, castanhas, entre outras, dependem diretamente da polinização feita pelas abelhas para desenvolver sua produção. Por isso exercem forte impacto na produtividade agrícola.

As abelhas são responsáveis pela polinização de 70% das culturas agrícolas, impulsionando a produtividade e a qualidade dos frutos e grãos produzidos. Elas garantem também a manutenção e o desenvolvimento das áreas verdes, pois é atribuída às abelhas a polinização de boa parte da renovação das matas e florestas, que contribuem com a geração de oxigênio necessário a toda forma de vida no planeta.

Em 1995 foram feitos nos EUA os primeiros relatos apontando o desaparecimento em larga escala de abelhas, o prenúncio de um fenômeno que hoje repreesenta o maior desafio da apicultura mundial. Estudos científicos indicaram que este desaparecimento era sintomático e epidêmico, causado por um distúrbio que mundialmente passou a ser denominado CCD9 Colony Collapse Disorder - Síndrome do Colapso das Colônias). No Brasil, em particular, a síndrome já se manifesta em vários estados, como SP, RS, SC e MG.

Foi constatado que o CCD afeta o sistema nervoso das abelhas, impactando diretamente sua memória e seu senso de direção. Assim, quando as abelhas operárias visitam as flores para colheita de néctar e pólen no campo, não mais conseguem retornar às suas colmeias. Elas simplesmente desaparecem em meio à natureza.
As causas possíveis são doenças, pragas, fungos ácaros, vírus, mudanças climáticas, formas de manejo, déficit nutricional, defensivos agrícolas - em especial os pesticidas neonicotinoides.
As abelhas estão na Terra há mais de 50 milhões de anos. São organismo únicos e insubstituíveis no meio ambiente, imprescin
díveis para o equilíbrio de nosso ecossistema. Seu desaparecimento traria graves consequências.

Assine a petição pela Proteção às Abelhas, um importante documento a ser entregue a nossas lideranças no site: www.semabelhasemalimento.com.br.



Fonte: www.semabelhasemalimento.com.br

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Cientistas descobrem primeiro planeta rochoso semelhante à Terra


Astrônomos descobriram o primeiro planeta do tamanho da Terra fora do sistema solar que tem uma composição rochosa como a da Terra. O planeta Kepler-78b gira em torna de sua estrela-mãe a cada 8,5 horas, tornando-se um inferno em chamas e não é adequado para a vida como a conhecemos.


"Este planeta é um completo mistério", diz o astrônomo David Lathan, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica (CfA). "Nós não sabemos como se formou ou como ele chegou onde está. O que sabemos é que não vai durar para sempre".

Kepler-78b não é só um mundo misterioso, é o primeiro planeta conhecido com tamanho e densidade semelhante ao da Terra. Kepler-78b é cerca de 20% maior que a Terra, com diâmetro em torno de 14.800 km e pesa quase o dobro. Como resultado, tem uma densidade semelhante à da Terra, o que sugere uma composição de ferro e rochas.
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O Kepler-78b orbita uma estrela semelhante ao Sol, tipo G, que se encontra a 400 anos-luz da Terra, na constelação de Cygnus.

Com sede em Cambridge, Massachusetts, o Centro Harvard- Smithsonian (CfA) é uma colaboração entre o Observatório Astrofísico Smithsonian e o Observatório de Harvard. 

Fonte: www.nasa.gov
            www.cfa.harvard.edu/new/2013-25


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Primeiro crustáceo venenoso

Cientista encontraram o primeiro crustáceo venenoso, uma criatura que parece uma centopeia e vive em cavernas submarinas no Caribe, nas ilhas Canárias e na costa oeste da Austrália e, se alimenta de outros crustáceos.


A espécie cega usa um composto que derrete suas presas, semelhante ao veneno da cobra cascavel. O veneno contém um coquetel complexo de toxinas, incluindo enzimas e um agente paralisante. A descoberta foi divulgada na publicação científica "Molecular Biology and Evolution".

O crustáceo rompe os tecidos do corpo da presa com seu veneno e suga o líquido de seu exoesqueleto. "Eles têm pernas robustas e preênseis, que lembram agulhas hipodérmicas" disse à "BBC" Brasil Ronald Jenner, coautor do estudo e zoologista no Museu de História Natural de Londres.

"As pontas das pernas são ocas e têm uma abertura, como nas agulhas. Essas pernas contém um reservatório de veneno rodeado por  músculos. Acreditamos que quando esses músculos se contraem, o veneno é empurrado e injetado na presa".

"Os resultados desse estudo ajudam a melhorar a nossa compreensão sobre a evolução dos venenos dos animais", disse Jenner.

"Essa técnica de se alimentar, semelhante à de uma aranha, é única entre crustáceos. Esse veneno é claramente uma forma de adaptação para essa espécie cega que vive em cavernas pobres em nutrientes".

"Esta é a  primeira vez que vimos veneno sendo usados em crustáceos, e o estudo adiciona um novo grupo importante para a lista de animais peçonhentos."

Venenos são especialmente comuns em três dos quatro principais grupos de artrópodes, como insetos. Crustáceos, no entanto, são uma notável exceção à regra".

"Apesar da variedade, até hoje não se conhecia nenhuma das cerca de 70 mil espécies descritas de crustáceos como sendo venenosa", disse von Reumont.


Fonte: www.g1.com.br